Mozilla divulga primeiro simulador do Firefox OS

No último dia 15 deste mês, a empresa divulgou no portal Mozilla Hacks o primeiro simulador do Firefox OS – baseado no projeto Boot2Gecko. O sistema operacional móvel adota padrões livres e pode ser a solução para smartphones mais baratos – entenda como universalização da tecnologia móvel.

Não se trata de um simulador tradicional. Ele não requer máquinas virtuais consumindo boa parte da sua estimada memória RAM. O mecanismo utiliza um cliente de desktop do Boot2Gecko e roda a partir de uma extensão do navegador Firefox. Há versões para Windows, Linux e Mac. Ambas em torno de 67 megabytes. Algo a ser seguido pelas outras empresas do ramo.

Resolvi instalar a versão para Windows. Atualizei o Firefox para a versão mais recente e instalei o simulador. Rodando o Firefox OS, a surpresa: é o mais rápido que já vi na inicialização. Mas curiosamente, na máquina da empresa, as transições deixam um rastro estranho. Resumindo, tem espaço para melhorar. 

Para acessar a extensão, aponte o navegador para resource://r2d2b2g-at-mozilla-dot-org/r2d2b2g/data/content/index.html e clique no botão a esquerda. Contei ao todo quase 30 aplicações e algumas demonstrações. A loja de aplicativos está fechada por enquanto para usuários comuns. Requer cadastro e aprovação, pelo visto.

Para começar a desenvolver, você pode ler o guia “Hacking Firefox OS”, escrito pelo desenvolvedor Luca Greco. É importante também se cadastrar no Firefox Marketplace e olhar a documentação para criar aplicações.

Mau uso compromete a segurança do Android

A sede é tanta na hora de instalar uma nova aplicação que ninguém quer saber o que o novo “angry birds” pode fazer com seus dados pessoais. É dificil encontrar alguma pessoa que conheça todas as implicações de cada permissão concedida. Existem inclusive desenvolvedores preguiçosos que requisitam todas as permissões, porque não sabem qual será utilizada de fato pela app.

Quer saber o que estou tentando dizer? Vamos ao exemplo. Instalei em um smartphone Android o antivirus Zoner. Ele tem uma opção chamada Apps & Permissions. Esta opção me diz quais aplicativos tem mais permissões. No topo da lista estão duas aplicações populares: WhatsApp e Skype. Vou listar algumas permissões e suas implicações, caso uma destas empresas forem hipotéticamente comprometidas:

android.permission.CALL_PHONE –Poderia fazer ligações sem requerer sua permissão. Isto obviamente geraria custo;

android.permission.GET_ACCOUNTS, android.permission.WRITE_CONTACTS e android.permission.READ_CALL_LOG – Grosso modo, ele pode ler seus contatos, a frequência com que você liga para um determinado contato e inclusive apagar tudo sem sua permissão;

android.permission.INTERNET, android.permission.ACCESS_FINE_LOCATION e android.permission.READ_PHONE_STATE – Imagine o cenário: O meliante tem acesso a sua localização precisa, os dados que identificam seu aparelho e sua linha, o número de quem está te ligando neste momento e de quebra consegue enviar as informações para um servidor remoto.

Satisfeito? Quer outro exemplo? Aplicações como o Barcode Scanner e Instagram tem permissão de ler o histórico de ligações. Alguém me explica o motivo por favor!

A coisa toda pode ir mais longe. Para aumentar o que pode ser feito com o smartphone, alguns cometem a maluquice de dar permissão de superusuário (root) a alguns aplicativos. O imperativo de sempre querer ter mais recursos e mais aplicações pode acabar muito mal.

Ah! Quem pensa que está livre, está redondamente enganado. Veja o excelente infográfico que o Wall Street Journal fez sobre o tema. A desculpa quase sempre esbarra em publicidade especializada para você.

Para se proteger

Se você é desenvolvedor, sugiro fortemente que comece a utilizar ferramentas como o Stowaway. Ela analisa o código e vê quais são as permissões que seu app precisa de fato. Se pretende usar o superusuário, a dica é usar o Permissions Denied, para bloquear uso inadequado.

XBMC para Android é uma baita surpresa

Para quem não conhece, o XBMC é um dos melhores softwares gratuitos disponíveis para media center. Concebido para funcionar via rede, ele faz streaming de vídeo através dos principais protocolos de rede. É compatível com diversos formatos e tem recursos que nem os populares players do mercado possuem. Ele tem vários add-nos (escritos em Python) para acessar serviços como o Spotify, Grooveshark, Youtube, Netflix e Pandora. Uma das características mais celebradas é que ele possui robôs que extraem dados de sites (web scraping). Com isto, um arquivo de filme passa a ter informações como: capa, autores, ano de produção, duração, sinopse, legenda e outros. É o cenário ideal para organizar coleções.

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Jelly Bean alternativo está quase pronto

Google Now no  Nexus S Jelly Bean

A ansiedade por ter a última versão do sistema operacional móvel é tamanha, que desenvolvedores do fórum XDA Developers já trabalham ativamente em uma versão para o Samsung Nexus S 4G, CDMA e GSM. Outros dispositivos também estão na lista, como o tablete Acer Iconia A500.

Por enquanto, nem tudo está funcional. Para o Nexus S 4G, por exemplo, não funcionam os seguintes itens:

• Áudio;
• 3G;
• SD Card;
• Sensor de luminosidade.

Como os problemas esbarram na escolha correta dos drivers, acredito que em pouco tempo este Jelly Bean estará plenamente funcional. Antes mesmo da versão oficial.

Os pobres mortais que compraram smartphones de empresas que não preveem atualização para seus dispositivos, terão que aguardar um pouco mais. Segundo Steve Kondik, fundador do conhecido android alternativo CyanogenMod, a transição para a versão 4.1 será rápida, mas não deu previsão concreta de quando acontecerá.

Se você quiser participar desta corrida de desenvolvimento, sugiro ver a apresentação de Kondik sobre como funciona o processo de desenvolvimento de um android alternativo.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=puSdhvC0ExY[/youtube]

Saiba tudo sobre o Android Jelly Bean

Para quem perdeu hoje a apresentação do próximo Android, a versão 4,1 codinome Jelly Bean, reuni algumas informações relevantes.

Hugo Barra, responsável pelo Android no Google, apresentou alguns números interessantes sobre o quão grande é o mercado de Android. Foram 100 milhões de ativações de dispositivo em 2011. Em 2012 a quantidade de ativações chega a 400 milhões de aparelhos. Só por curiosidade, ele mencionou que são cerca de 1 milhão por dia, o que representa 12 ativações por segundo. Uma frase dita por ele define bem a situação: “Nós definitivamente não estamos reduzindo nosso passo”. Segundo Chris Yerga, há atualmente 600 mil aplicativos no Google Play, a loja de aplicativos do Android, e foram 20 bilhões de instalações de aplicativos desde o lançamento.

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Fragmentação do Android é uma falácia

Segundo uma pesquisa realizada pela Localytics, empresa especializada em métricas de aplicativos móveis, o argumento de que a plataforma Android é muito fragmentada não passa de uma falácia.

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Boot2Gecko está chegando

Os desenvolvedores do Boot2Gecko estão seriamente empenhados em descobrir como os brasileiros utilizam smartphones. Usando um questionário online, a ideia é descobrir qual o aparelho mais usado, os aplicativos de uso freqüente, quais serviços são consumidos, qual o idioma preferido etc. Como a loja de aplicativos “Mozilla Marketplace” deve ser lançada no próximo mês, assim como nova versão do sistema, o objetivo é melhorar a oferta de aplicativos por meio de parcerias com empresas que produzem conteúdo ou serviços.

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O Android foi reescrito em C#

Li esta manhã uma pequena nota no BR-Linux sobre um Android reescrito em linguagem C# (port), cujo criador é Miguel de Icaza e sua equipe. Isto mesmo caros leitores. Enquanto a Oracle e o Google disputam na justiça a suposta violação de direitos autorais da Oracle, a respeito da linguagem Java, alguém vai lá e mostra que é possível reescrever o sistema em outra linguagem.

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Rode aplicativos Android no Windows

Se você está se perguntando o motivo deste título em um blog de software livre, vale a explicação. Este blog tem como objetivo discutir e informar sobre tecnologias e meios de uso que estejam de certa forma conectadas ao mundo do software livre. Pois bem, falarei de uma forma de virtualização de aplicativos do sistema Android no Microsoft Windows.

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Um pouco sobre Androids customizados

Com diversos fabricantes lançando aparelhos com Android quase que semanalmente, hoje em dia não é difícil esbarrar em notícias sobre versões de Android customizadas (Custom ROMs). Pensando no usuário comum, que geralmente não entende o motivo que leva tanta gente a se arriscar com as customizações, resolvi escrever um pouco sobre o assunto e peço a colaboração de você, leitor, para alimentar este minifaq.

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