Financiamento coletivo pode trazer sucessor open source do Nokia N900

neo900
Força de vontade leva protótipo para a linha de produção – Imagem: Reprodução

Os adoradores do Nokia N900 nunca desistiram do aparelho. Alguns sistemas operacionais foram traduzidos para sua arquitetura de hardware com o objetivo de não alcançar a obsolescência definitiva. Ele acabou virando ferramenta de trabalho de hackers mundo afora, mas com a grande oferta de aparelhos no mercado seu fim é mesmo o fundo de uma gaveta. Ou era.
Graças a força de vontade dos alemães Jörg Reisenweber e Nikolaus Schaller o Neo 900 é o sucessor do N900. E desta vez, com a experiência acumulada no projeto OpenMoko (que criou smartphones abertos) e outros projetos de hardware, o smartphone será totalmente livre. Isto inclui as especificações de hardware e software. Nenhuma trava ou limitação que impossibilite alterações mais sérias no sistema.

Ainda que o Neo 900 seja melhor em configuração que o N900, o hardware é fraco perto dos smartphones atuais, mas ele guarda alguns detalhes interessantíssimos. Veja a configuração:

•Processador Texas Instruments de 1 GHz;
•Memória de 512 MB ou 1 GB;
•Armazenamento 1 GB, com 32 GB eMMC. Expansível para micro SD;
•Conexões: Modem LTE (4G) ou UMTS (3G), Wi-Fi 802.11 b/g e Bluetooth 2.0;
•Tela de 3,5 polegadas com resolução de 800 por 480 pixels;
•Sensores: acelerômetro, sensor de luminosidade, proximidade, bússola, giroscópio, barômetro e termômetro.

Os truques na manga ficam por conta da entrada estéreo P2 para por exemplo utilizar o smartphone como uma mesa de som, infravermelho para controle universal e antena RFID programável,  que pode ser utilizada para testar a segurança de controle de acesso e até meios de pagamento – isto é um dos itens que justifica o interesse pelo pessoal de segurança. Conectores de expansão, como um serial (RS232) completam a solução. A bateria também tem um truque interessante. Ela é hot-swap, ou seja, você pode removê-la caso conecte o smartphone na força.

Veja como surgiu a ideia:

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Em termos de sistema operacional ele é compatível com o QtMoko, SHR, Debian, Replicant (uma variação do Android) e outros. Os criadores almejam ver rodando nele versões também dos sistemas operacionais móveis Ubuntu Phone e Firefox OS.

Vale ainda dizer que o projeto conseguiu financiamento para produzir 200 unidades, mas tem planejamento para produzir cerca de 1000 unidades por mês se houver quem pague.

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