Drones podem auxiliar o combate ao aedes aegypti

A tecnologia tem sido mais uma arma no combate ao mosquito aedes aegypti. Além do modo tradicional de combate, agora algumas cidades estão utilizando também drones no combate ao mosquito que transmite doenças como a dengue, a febre chikungunya e o zica vírus. Para falar sobre o assunto, o programa Revista Brasil entrevistou o engenheiro industrial elétrico e especialistas em drones, Charles Roberto Stempniak.

Para o especialista esta ferramenta é um mercado muito novo, mas que pode ser bem interessante pelo fato de que os drones têm uma grande mobilidade para fazer imagens. Ele lembra que com esses equipamentos é possível “transportar câmaras para locais que até pouco tempo a gente não conseguia, fazendo imagens, aliando isso com tecnologia de processamentos de dados”. Ainda segundo ele, isso aliado a sofwares e algorítimos de inteligência artificial torna possível criar soluções muito interessantes para combater os focos do mosquito.

Charles Roberto Stempniak avalia que, ao contrário do que muita gente pensa, a tecnologia não tira trabalho de ninguém. Para ele, a ferramenta apenas melhora o trabalho das equipes em solo, tornando o trabalho mais efetivo.

O Revista Brasil é uma produção das Rádios EBC e vai ao ar, de segunda a sábado, às 8h, na Rádio Nacional AM Brasília. A apresentação é de Valter Lima.

Fonte: EBC/Revista Brasil

 

Correio suíço testa drone de entrega da Matternet

O correio suíço em parceria com a empresa de aviação Swiss WorldCargo e a norte americana Matternet anunciaram um esforço conjunto para implementar um sistema de entrega utilizando drones. As empresas esperam nos próximos cinco anos vencer e estudar as limitações desta modalidade de entrega. Entre as principais dificuldades está a capacidade de bateria.

O uso esperado é para situações em que há dificuldade de acesso. O drone, Matternet One, é capaz de entregar cerca de 1 kg, em uma distância de até 10 km. O vôo é autônomo, como nos outros drones, e o percurso é traçado por um software.

Desenvolvedora cria software para controlar robôs Roomba e AR Drone

Carin Meier Roomba AR Drone
Carin Meier durante a apresentação – Imagem: Reprodução/Youtube

Durante o primeiro dia evento OSCON 2013 (Open Source Convention) que acontece tradicionalmente em Portland, a desenvolvedora Carin Meier demonstrou como conseguiu implementar o controle de um helicóptero de quatro hélices Parrot AR Drone 2.0 e um robô de limpeza iRobot Romba.

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O drone que salva vidas

Open Relief Project

Quando estamos em uma situação extremamente crítica, dificilmente sabemos como agir ou temos sangue frio para isto. Por isso as pessoas são treinadas para socorrer. No caso de uma catástrofe natural como um terremoto, seguido de maremoto, só treinamento não resolve o problema. Não há meios de coletar informações para o atendimento rápido. Linhas telefônicas, energia e sistemas não funcionam. É aí que entra em ação projetos como o OpenRelief.

Shane Coughlan, o atual coordenador legal da Fundação de Software Livre da Europa, envolvido com a recuperação do Japão após tsunami, resolveu criar um projeto de design de um avião não tripulado (drone) para sobrevoar áreas com problemas e reportar para uma central. O objetivo é que ações mais precisas e principalmente mais rápidas possam ser tomadas. Uma espécie de visão macro da situação.

Pelo roadmap do site OpenRelief, até o final deste ano, haverá um protótipo pronto para uso. O desenvolvimento é aberto a qualquer contribuição. Segundo especificações iniciais, o drone deve usar os seguintes equipamentos:

ArduPilot para navegação;
• Uma câmera com lente olho de peixe(Sony Super HAD CDD) para monitoramento;
• Rasberry Pi para processar os dados;
• Sensores de radiação e temperatura, compatíveis com Arduino;

A central de processamento, que receberá os dados do drone, é um notebook qualquer, com as seguintes especificações de software:

Mission Control para gestão do voo;
• Reprodutor multimídia VLC;
Sahana Eden para gerenciar os dados da crise.

Graças a recente ajuda do engenheiro aeronáutico Edward Strickland, o projeto do avião melhorou significativamente. Ele desenvolveu o primeiro avião convencional open source (Conventional Take Off and Landing Airplane ou CTOL). O novo avião tem 1,8 metros de asa e 1,4 metros de corpo e pode suportar até 12 quilos. Dependendo da carga pode voar por até 4 horas. O esquemático, feito com o Solidworks está disponível no site oficial.

OpenSource-CTOL-Airplane

O projeto merece atenção e respeito pelo caráter humanitário. É difícil ver um drone que não seja utilizado para fins militares ou para pura diversão.