Mozilla propõe princípios para o bloqueio de conteúdo na internet

Após a Apple permitir que desenvolvedores de aplicativos para iOS criem bloqueadores de conteúdo, a discussão sobre esta atividade e suas preocupações ressurgiu. Esta prática já faz parte da experiência do internauta e ele demanda por isso – seja para evitar a exibição de anúncios, por proteção contra rastreamentos indesejados, para melhorar o desempenho da navegação ou para reduzir o consumo de dados. Independente dos motivos, a Mozilla acredita que a indústria como um todo precisa prestar atenção nesta questão.

De acordo com Denelle Dixon-Thayer, Chief Legal and Business Officer (responsável por toda a área jurídica e de negócios) da Mozilla, a proposta de “princípios para o bloqueio de conteúdo” tem como objetivo guiar os esforços do mercado e informar os usuários sobre os benefícios dessa prática e seus riscos, estabelecendo como e por que um conteúdo deve ser bloqueado, tendo em vista o respeito e as escolhas do usuário. Assim como os princípios de privacidade de dados orientam as operações da organização, esses princípios irão orientar os desenvolvimentos da Mozilla e os projetos que ela irá apoiar daqui para frente.

Tento como ponto de partida a missão de assegurar uma internet aberta, confiável e que dê o controle da experiência para o usuário, a Mozilla entende que o bloqueio deve considerar:

  • A neutralidade de conteúdos: os programas de bloqueio de conteúdo devem atender às demandas de seus potenciais usuários (como desempenho, segurança e privacidade), ao invés de bloquear categorias específicas de conteúdo (como publicidade).
  • Transparência e controle: os bloqueadores de conteúdo devem oferecer aos usuários mais transparência e controles significativos sobre as necessidades que ele está tentando resolver.
  • Liberdade: o bloqueio deve manter a igualdade de condições e deve atuar sempre com os mesmos parâmetros, independentemente da fonte do conteúdo. As publicações e outros provedores de conteúdo devem ter a chance de participar do ecossistema web aberta, em vez de serem permanentemente castigados, o que fecha a internet para seus produtos e serviços.

Veja mais no blog oficial.

Parceria entre Mozilla e APC leva Firefox OS para o computador de papelão

A fabricante VIA Technologies, detentora da marca APC, anunciou hoje uma parceria com a Mozilla como parte de um esforço de melhorar o sistema operacional Firefox OS. A iniciativa liberou a primeira versão do código fonte do sistema para os mini computadores APC Paper, que tem um case de papelão, e o APC Rock.

Continuar lendo Parceria entre Mozilla e APC leva Firefox OS para o computador de papelão

Mozilla celebra Firefox OS via Twitter

FirefoxOS

Há dois dias atrás, dia 17 de Julho, aconteceu mais uma demonstração de que a Mozilla está engajada em ser transparente e aberta. A CEO da empresa, Mitchell Baker, e diversos funcionários espalhados pelo mundo participaram de um chat coletivo via Twitter, com a hashtag #FirefoxOSChat. O objetivo era tirar dúvidas sobre o seu novo sistema operacional móvel. Reuni aqui alguns detalhes interessantes.

Continuar lendo Mozilla celebra Firefox OS via Twitter

Mozilla dará um smartphone ao ganhador do Hackathon no FISL 14

Geeksphone com Firefox OS ao ganhador - Imagem: Divulgação
Geeksphone com Firefox OS ao ganhador – Imagem: Divulgação

Participantes da décima quarta edição do Fórum Internacional de Software Livre, que acontece em Porto Alegre, podem participar de um desafio de desenvolvimento de software para concorrer a um Geeksphone e um livro digital da Casa do Código.

Continuar lendo Mozilla dará um smartphone ao ganhador do Hackathon no FISL 14

Mozilla divulga primeiro simulador do Firefox OS

No último dia 15 deste mês, a empresa divulgou no portal Mozilla Hacks o primeiro simulador do Firefox OS – baseado no projeto Boot2Gecko. O sistema operacional móvel adota padrões livres e pode ser a solução para smartphones mais baratos – entenda como universalização da tecnologia móvel.

Não se trata de um simulador tradicional. Ele não requer máquinas virtuais consumindo boa parte da sua estimada memória RAM. O mecanismo utiliza um cliente de desktop do Boot2Gecko e roda a partir de uma extensão do navegador Firefox. Há versões para Windows, Linux e Mac. Ambas em torno de 67 megabytes. Algo a ser seguido pelas outras empresas do ramo.

Resolvi instalar a versão para Windows. Atualizei o Firefox para a versão mais recente e instalei o simulador. Rodando o Firefox OS, a surpresa: é o mais rápido que já vi na inicialização. Mas curiosamente, na máquina da empresa, as transições deixam um rastro estranho. Resumindo, tem espaço para melhorar. 

Para acessar a extensão, aponte o navegador para resource://r2d2b2g-at-mozilla-dot-org/r2d2b2g/data/content/index.html e clique no botão a esquerda. Contei ao todo quase 30 aplicações e algumas demonstrações. A loja de aplicativos está fechada por enquanto para usuários comuns. Requer cadastro e aprovação, pelo visto.

Para começar a desenvolver, você pode ler o guia “Hacking Firefox OS”, escrito pelo desenvolvedor Luca Greco. É importante também se cadastrar no Firefox Marketplace e olhar a documentação para criar aplicações.

Boot2Gecko está chegando

Os desenvolvedores do Boot2Gecko estão seriamente empenhados em descobrir como os brasileiros utilizam smartphones. Usando um questionário online, a ideia é descobrir qual o aparelho mais usado, os aplicativos de uso freqüente, quais serviços são consumidos, qual o idioma preferido etc. Como a loja de aplicativos “Mozilla Marketplace” deve ser lançada no próximo mês, assim como nova versão do sistema, o objetivo é melhorar a oferta de aplicativos por meio de parcerias com empresas que produzem conteúdo ou serviços.

Continuar lendo Boot2Gecko está chegando