Programa de bolsas do Google dobra premiação para pesquisadores universitários

Pela segunda vez, o Programa de Bolsas de Pesquisa para a América Latina dará prêmios para os pesquisadores selecionados através de seleção interna. Este ano a empresa dobrou o valor de financiamento, que era de 300 mil dólares.

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USP desenvolve que faz cegos perceberem obstáculos por meio dos sons

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, está desenvolvendo um equipamento que possibilitará a pessoas com deficiência visual enxergar obstáculos por meio do som. O aparelho detecta os objetos ao redor da pessoa e produz sons, ouvidos via um fone de ouvido, que dão ao usuário a sensação de estarem saindo dos objetos.

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MagicKey: Abrindo portas com o smartphone

Um conjunto de dispositivos e softwares desenvolvidos por pesquisadores egressos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) dispensa as tradicionais chaves e o intermédio de recepcionistas para permitir acesso de convidados a espaços físicos restritos, bastando que seja enviado um convite por meio de um aplicativo de smartphone e que o aparelho seja aproximado das portas para abri-las.

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Conheça o aplicativo que traduz línguas indígenas

Pesquisadores da Universidade Federal de Tocantins (UFT) desenvolveram um aplicativo capaz de traduzir palavras escritas nas línguas dos povos Xerente e Apinajé para o português. O ”Traduzíndio” foi lançado esta semana durante os Jogos Mundiais do Povos Indígenas realizado em Palmas (TO).

A ideia surgiu quando o professor George de Brito sentiu a dificuldade de muitos dos alunos indígenas se comunicarem em português. “Nós temos um número considerável de indígenas na universidade e a ideia era criar um sistema que auxiliasse na comunicação destes alunos. Fizemos um sistema web no começo e logo depois pensamos numa versão mobile para que outras pessoas, além dos alunos, também tivessem acesso”, explica George.

Traduzindio

O Tocantins é território de sete etnias que falam quatro línguas diferentes. Mas apenas duas delas estão no Traduzíndio, já que possuem documentação, vocabulário e dicionário. O povo Xerente conta atualmente com uma população de quase 1.800 pessoas distribuídas em 33 aldeias. Já os Apinajé são cerca de 1.100 pessoas que habitam em quatorze aldeias.

Os alunos das duas etnias ajudaram a desenvolver o Traduzíndio e validaram a tradução palavra por palavra. Eles também visitaram as aldeias para ouvir a opinião dos indígenas sobre o aplicativo.

O aplicativo abrange 5.504 palavras da língua Apinajé e 3.692 do idioma Xerente. Além da tradução, a ferramenta apresenta a cultura das duas etnias e uma breve apresentação do projeto.

Uma equipe já trabalha na ampliação e aprimoramento da ferramenta que, em breve, deve trazer ainda as línguas Carajá e Krahô. “Queremos também ter os verbetes disponíveis em áudio e acrescentar uma linha do tempo interativa sobre a chegada das etnias no Tocantins e com informações sobre os dias atuais”, afirma o professor George de Brito.

O universitário Felipe Tkibumrã, da etnia Xerente, foi um dos alunos que ajudou na validação dos verbetes do aplicativo. Ele conta que todos na aldeia gostaram da ideia. “A tecnologia veio para nos ajudar. A gente não pode esquecer da nossa língua e o aplicativo também serve como conservação dela. Também é interessante para que outras pessoas conheçam um pouco da nossa cultura”.

 

Fonte: Portal EBC
Autor(es): Cibele Tenório e Gésio Passos

Novo método de prevenção de fraude em transações financeiras

A cada 15,4 segundos é registrada uma tentativa de fraude por identidade no Brasil, na qual dados pessoais são usados para fazer negócios pela internet sob falsidade ideológica ou obter crédito com a intenção de não honrar o pagamento, segundo levantamento da Serasa Experian.

A fim de auxiliar empresas a diminuir o risco de sofrer esse tipo de golpe, pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP – estão desenvolvendo modelos estatísticos para detecção e prevenção de fraudes em operações financeiras.

Alguns dos modelos estatísticos já estão sendo usados por bancos, seguradoras e empresas atuantes no segmento de comércio eletrônico (e-commerce).

“A fraude é um fenômento muito volátil que ocorre muito rapidamente. Sem uma estrutura adequada para detectá-la de forma eficiente, o fraudador entra na base de dados de uma empresa ou instituição financeira, permanece nela por alguns segundos, comete a fraude e sai sem ser percebido”, disse Francisco Louzada Neto, coordenador de transferência de tecnologia do CeMEAI, à Agência FAPESP.

“A ideia dos modelos estatísticos que estamos desenvolvendo é acompanhar todos os passos dos clientes, a partir do momento em que ingressam na base de dados de uma empresa, e detectar quais possíveis operações que estão sendo realizadas têm alta probabilidade de serem fraudulentas”, explicou o pesquisador, que é professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, onde o CeMEAI está sediado.

O método desenvolvido pelos pesquisadores combina diferentes modelos estatísticos que interrelacionam diversas variáveis, como idade, sexo, estado civil e localidade do cliente, além do tipo e o valor da operação, entre outras informações, para prever a ocorrência de uma fraude.

Os diferentes modelos estatísticos apresentam uma capacidade preditiva variável de estabelecer interrelações entre essas diferentes variáveis e inferir a possibilidade de fraude em uma operação.

A combinação deles possibilita aumentar a capacidade de previsão de ocorrência de fraudes, explicou Louzada.

“Nós comparamos os modelos estatísticos usuais, propomos novos com maior capacidade de detectar fraudes e combinamos eles com o objetivo de aumentar a capacidade preditiva da modelagem”, afirmou.

Para estimar a probabilidade de fraude, o método desenvolvido pelos pesquisadores utiliza dados históricos de operações normais e fraudulentas, além de informações de clientes já cadastrados na base de dados da empresa.

Com base nesse conjunto de informações, o método estatístico faz comparações do perfil de um novo cliente que acabou de ingressar no site da empresa e da operação que está realizando com dados históricos de fraude e extrai a probabilidade da operação em andamento ser fraudulenta.

“É difícil dizer se uma determinada operação é ou não fraudulenta. Por isso, o método que desenvolvemos fornece uma probabilidade de fraudulência”, explicou Louzada.

Além de informações objetivas provenientes dos dados dos clientes e das operações, o método também pode incorporar informações fornecidas com base na percepção subjetiva de analistas de operações da própria empresa, disse o pesquisador.

“Se tiver dentro da empresa especialistas que, de alguma forma, trabalham na análise de operações, é possível acoplar ao método que desenvolvemos a percepção subjetiva deles sobre determinados tipos de fraude”, afirmou.

Após ser desenvolvido sob demanda e testado e avaliado, o método estatístico é implantado no sistema da empresa para ser usado on-line para calcular a probabilidade ou classificar como fraude uma determinada operação financeira.

Método adaptável

Inicialmente, o método estatístico foi voltado para prever a ocorrência de fraude em compras com cartão de crédito.

Recentemente, contudo, começou a ser adaptado para prever fraudes na liberação de consultas, procedimentos e reembolsos por convênios médicos.

Mas, segundo Louzada, um dos principais focos de aplicação do método estatístico hoje é para analisar operações em sites de comércio eletrônico.

“Os bancos e instituições financeiras, tradicionalmente, já contam com grandes equipes de estatísticos que trabalham com modelos de previsão de fraudes em operações de crédito, enquanto empresas de varejo que atuam no comércio eletrônico ainda têm uma carência por esse tipo de serviço e são mais vulneráveis a fraudes”, comparou Louzada.

Segundo a Serasa Experian, só ao longo deste ano já foram registradas mais de 1,5 milhão de tentativas de fraude no país.

Os setores mais afetados são o de telefonia, seguido pelo de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias e seguradoras, entre outras –, além do bancário e o de varejo.

 

Autor: Elton Alisson
Fonte: Agência FAPESP / EBC

Inpe recebe inscrições de mestrado e doutorado para pesquisas espaciais

Estão abertas até o dia 31 de outubro de 2015 as inscrições para o Mestrado e Doutorado em Computação Aplicada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o Inpe, o programa tem por objetivo contribuir com o desenvolvimento tecnológico e científico nacional, gerando conhecimento e formando pesquisadores com conhecimentos e competência multidisciplinares necessários em tecnologia da informação, extração de informações e modelagem computacional.

As linhas de pesquisa do programa são “Modelagem Computacional” e “Tecnologia da Informação e Extração de Informações”. A primeira combina o conhecimento das diversas áreas associadas ao setor espacial com o objetivo de elaborar modelos computacionais que possibilitem a compreensão de fenômenos naturais e sistemas complexos e o desenvolvimento de sistemas de uso espacial.

A segunda linha combina o conhecimento para a coleta, organização, armazenamento, comunicação segura, manipulação, processamento e disponibilização com extração de informações de dados de interesse e de uso espacial.

Mais informações: www.inpe.br/pos_graduacao/cursos/cap

Fonte: Agência Fapesp

 

Profissional Linux experiente ganha quase 10% acima do mercado

Linux Jobs

A Linux Foundation, em parceria com a consultoria Dice, divulgou uma pesquisa sobre empregos na área de TI que demandam profissionais qualificados em Linux. O estudo entrevistou cerca de 2600 profissionais e mais de 850 gerentes de RH do mundo todo.

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